TERCEIRA IDADE



A SOCIALIZAÇÃO DO IDOSO



Alziro Cesarino
Elizeu Ferreira Pinto
Fabio Oliveira da Silva
Jaqueline Roberta Sampaio
Maurício Grechi
Melina Ferraz Cardoso

Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba
Ano: 2003

Com a aposentadoria o idoso perde os status da profissão que exercia (FILHO, 1998). A aposentadoria pressupõe, em tese, um retorno ao espaço privado, a uma maior aproximação com a vida em família.

É preciso, portanto, perceber que processos mais gerais, num primeiro momento, fizeram da aposentadoria, por meio de sua associação com a velhice, um dos sinais mais visíveis da entrada na última etapa da vida e, num segundo momento, desvincularam-na do fim da vida, identificando-a como Terceira Idade, período privilegiado de lazer e novos aprendizados.

A concepção do trabalho enquanto princípio ordenador da vida social, é produto do mundo moderno. Assim, o aposentado quando se afasta do mundo produtivo, afasta-se também do espaço público, ficando com a sociabilidade enfraquecida, pois freqüentemente, ela foi construída sobretudo, a partir das relações de trabalho.

Este corte, feito geralmente de forma abrupta, sem nenhuma preparação prévia, faz com que a pessoa se volte para o espaço privado, reproduzindo as condições de isolamento, de inviabilidade e de alienação. Ele passa a viver por si e mais voltado para a esfera privada, isolando-se da sociedade.

Na idade da aposentadoria, o idoso tem algumas funções socialmente reconhecidas, como sogro, pai, avô; estes papéis dão uma certa satisfação, mas a satisfação se restringe ao ambiente familiar, o que reduz sua identidade social, o idoso torna-se descriminado enquanto idoso e aposentado (FILHO, 1998). Para que o idoso se sinta útil, é necessário mantê-lo ocupado (KUNRATH, 2001).

Assim sendo, é importante a participação em atividades sociais, culturais, educacionais e esportivas (SIQUEIRA, 2001). No Brasil, um trabalho vem sendo desenvolvido pelo SESC (Serviço Social do Comércio) com suas escolas abertas e Centros de Convivência, que atendem idoso em diversos lugares do país. As atividades envolvem: grupos musicais, teatro, oficinas de criatividade, artes plásticas, cinema, dança. O objetivo das atividades é o convívio, o intercâmbio e a participação.

Acabando com a carência social e afetiva substituindo por uma socialização, os idosos se ajudam e têm uma nova visão do mundo e da vida com o grupo (SILVA, 2001). A família deve acolher o idoso, pois ele é um membro da mesma e dar a oportunidade para ele participar da vida familiar (KUNRATH, 2001).

O idoso que exerce alguma atividade, se sente mais saudável, as condições psicológicas, sociais e econômicas são totalmente diferentes em relação aos que vivem à margem da sociedade, em asilos ou abandonados em sua casa (GOMES, 2001)

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_ Caderno Adulto – Núcleo Integrado de Estudos e apoio a Terceira Idade – Santa Maria – 1998.
_ REVISTA SESC – A Terceira Idade - Envelhecer bem no trabalho. Vol. 13, nº 24, abril, 2002.
_ REVISTA SESC – Ano XII – nº 22 – julho, 2001.
_ REVISTA SESC – Ano XII – nº 23 – novembro, 2001.




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