Autor: Ida Cleto
RESUMO
O objetivo deste é criar condições para analisar a influência da atividade física na manutenção da massa óssea no processo de envelhecimento, destacando informações sobre a osteoporose, o envelhecimento e a atividade física e seus benefícios. Portanto este trabalho busca a importância da atividade física na osteoporose, ou seja, sua importância quando a manutenção da massa óssea, que concluímos ser de grande importância, pois, auxilia o fortalecimento e a produção da mesma.
Palavras–chave: osteoporose, envelhecimento e atividade física.
1-INTRODUÇÃO
1.1-Problema
A osteoporose, doença sistêmica caracterizada pela diminuição da massa óssea atinge geralmente pessoas idosas, está sendo considerada hoje como a doença do século, pois vem atingindo uma quantidade muito grande de pessoas. Atualmente, a doença atinge cerca de 20% da população brasileira, o que representa 4,5 milhões de pessoas. Vários fatores contribuem para determinar o pico de massa óssea: hereditariedade, nível hormonal, alimentação e nível de atividade física. Dentre estes quatros fatores, não podemos alterar a hereditariedade, mas podemos modificar os outros três através da alteração do comportamento em relação ao estilo de vida (MILANO, 2002).
1.2-Situação problema
Qual a influência da atividade física na manutenção da massa óssea no processo do envelhecimento?
1.3-Justificativa
Segundo MERCURIO (1987), um dos princípios básicos da prevenção da osteoporose consiste no fato de que exercícios feitos continuamente favorecem a formação de uma massa óssea resistente e reduzem o risco de descalcificação dos ossos.
1.4- Objetivos
1.4.1- Objetivo geral
Verificar a influência da atividade física na manutenção da massa óssea no processo de envelhecimento.
1.4.2 - Objetivo específicos
· Definir a osteoporose;
· Conceituar o envelhecimento;
· Definir a atividade física e seus benefícios;
· Relacionar a atividade física na manutenção da massa óssea.
1.5-Hipótese
A prática da atividade física antes e durante o envelhecimento é de extrema importância na prevenção e no combate da osteoporose, contribuindo na manutenção e no aumento da densidade óssea.
2-REVISÃO DE LITERATURA
2.1- Osteoporose
Segundo MATSUDO (2001), a osteoporose é a principal doença que afeta a mulher na terceira idade, incapacitando e invalidando a cada ano milhões de mulheres no mundo inteiro. Dado o grande impacto social e econômico desta doença, considerada por alguns como epidemia do século e que tem no sedentarismo um dos seus principais fatores de risco, surgiu a nossa preocupação em estudar como a atividade física contribuiria para a prevenção, o tratamento e a reabilitação desta doença.
A osteoporose é uma afecção caracterizada por uma massa óssea reduzida e alterações da microarquitetura óssea, provocando uma fragilidade externa do osso e, por conseqüência, um aumento do risco da fratura (MANDINI & MICHEL, 2001).
A osteoporose primária é uma condição crônica do esqueleto relacionada com a idade, mais comum em mulheres na fase pós-menopausa, e caracterizada por perda da massa óssea, principalmente de cálcio. É uma doença, e uma das maiores causas de dor na coluna, associada com a artrose (COHEN, 1998).
2.2- Envelhecimento
Segundo VERDERI (2002), o envelhecimento é acompanhado de mudanças com grau de variação entre os indivíduos. Uma coisa, porém, é inegável. O envelhecimento é a regressão de funções e a diminuição de vulnerabilidade e não da aproximação da morte. A população de idosos está atualmente ocupando um espaço muito importante em nossa sociedade, o aumento dessa população é uma realidade. Dado este fato, em nosso país começa a surgir uma certa preocupação em diversos setores, no sentido de não desampará-los dando-lhes melhores e maiores assistências mediantes as necessidades.
O envelhecimento é uma preocupação constante do homem em todos os tempos. Em nossa sociedade o homem rejeita o envelhecimento, não se conformando com sua evidência. A terceira idade desperta sentimentos negativos, como piedade, medo e constrangimento (AZEVEDO, 1998).
Existem várias maneiras de se envelhecer, dentro da variação individual, ao chegar a uma idade mais avançada pode transcorrer de maneira harmoniosa, sendo responsável por uma etapa feliz e digna da vida do indivíduo, ou pode acontecer de maneira desastrosa, onde, apesar da longevidade, o prazer de viver é perdido pelo caminho. Envelhecer não significa necessariamente acumular perdas e abandonar perspectivas. O temor com a possível aproximação da morte se torna menos lógica quando ao observarmos as estatísticas. É a própria vida quem nos aproxima da morte e não o envelhecimento. Este é uma dádiva que poucos recebem e, menos ainda, conseguem ou sabem usufruir. Portanto, o mais substancial é poder, saber e querer envelhecer com dignidade. E para isso é necessário que uma vida digna seja acessível a todos os indivíduos em todas as fases evolutivas do seu viver. Em no que diz respeito à prevenção em gerontologia, para que possamos prolongar a vida com saúde, isto é, com qualidade de vida, devemos sempre que possível, promover fatores que possibilitem o retardo dos declínios decorrentes do envelhecimento, e reduzir ao máximo as situações que gerem perda da capacidade ou autonomia do indivíduo (CAMPOS et al., 1994).
O envelhecimento é um processo fisiológico que não necessariamente corre paralelo à idade cronológica, apresentando considerável variação individual. O fator em comum de todas essas evidências é que todos nós estamos envelhecendo e envelhecemos a cada dia de nossa vida, acreditando que envelhecer faz parte do processo de crescimento e desenvolvimento do ser humano, e ao contrário do que a sociedade pensa, o envelhecimento está associado não somente a fatores negativos, mas também a uma série de aspectos positivos que enriquecem a vida do indivíduo em diversas áreas. Dessa forma, o idoso não pode ser mais visto como um ser que não tem mais nada a oferecer, ou associado à imagem de doença, incapacidade e dependência (MATSUDO, 2001).
Envelhecimento é um fenômeno fisiológico, progressivo e inerente a todo ser humano. No entanto, ele não será necessariamente patológico. Patológico, podemos dizer que encontramos na senilidade, e que muitas vezes acompanha um envelhecimento vinculado a uma precária qualidade de vida. Nessa situação, o organismo passaria a apresentar algumas limitações, desequilíbrios no sistema motor e/ou cognitivo, comprometendo assim, o dia-a-dia do idoso. Muitas mudanças físicas que ocorrem com a idade afetam a aparência. Ganho de gordura generalizado, perda dos músculos, perda da estatura, má postura, pele seca, renovação mais lenta das células lubrificantes, pele pálida devido à perda de pigmentos da pele, manchas na pele muito expostas ao sol, os vasos sanguíneos se tornam mais evidentes devido ao afinamento da pele e outras no sistema psicológico e funcional. No entanto, apesar de alguns decréscimos de eficiência e capacidade físico-motora, à medida que envelhecemos, não deixa de ser possível manter um nível relativamente alto de desempenho físico e mental por muitos anos. Aqueles que mantém uma vida ativa de forma física, cognitiva e social serão sempre privilegiados (VERDERI, 2004).
A diminuição ou perda da capacidade funcional leva a incapacidade funcional, que em muitos casos é conseqüência das perdas associadas ao envelhecimento, mas principalmente à falta ou diminuição da atividade física associada ao aumento da idade cronológica, que leva a perdas importantes na condição cardiovascular, força muscular e equilíbrio, que são responsáveis em grande parte pelo declínio na capacidade funcional (MATSUDO, 2001).
2.3- Atividade física e seus benefícios no envelhecimento
Segundo MATSUDO (2001), a atividade física é definida como qualquer movimento corporal produzido pelos músculos esqueléticos que resultam em gasto calórico acima do basal. O exercício físico é definido como uma subcategoria da atividade física que é planejada, estruturada e repetitiva, resultando na melhora ou manutenção de uma ou mais variáveis da aptidão física. Senso que aptidão física é considerada não como um comportamento, mas uma característica que o indivíduo possui ou atinge, como a potência aeróbica, endurance muscular, força muscular, composição corporal e flexibilidade.
A atividade física está apoiada em vários fundamentos científicos. É preconizada como indicador de qualidade de vida em todas as faixas etárias de caráter saudáveis ou comprometidos. Relata ainda a forte associação entre qualidades físicas (entre outras resistências, coordenação, velocidade, força, equilíbrio, flexibilidade, relaxamento, ritmo e agilidade), habilidades motoras (movimentos mais precisos como receber, passar, quicar, arremessar, costurar, cortar, escrever etc...). A atividade física para idosos deve ter os seguintes objetivos: manter a capacidade funcional geral, preservar a integridade músculo-esquelético, aprimorar o estado psicológico, prevenir e tratar coronariopatia e o diabetes tipo II. O plano de atividade física deve ter: tipo de exercício (ênfase no movimento aleatório, na flexibilidade e em alguns exercícios de resistência), intensidade (moderada sob recarga com progressão lenta), duração (com base na capacidade do indivíduo, até sessenta minutos por dia, em múltiplas sessões), freqüência (todos os dias com atividades de níveis mais baixos, como caminhar). Os exercícios se forem bem conduzidos, favorecem ás áreas físicas, psíquicas e social tais como: composição corpórea (aumenta a massa magra e reduz a massa gordurosa, pois, ajuda na queima de calorias, contribuindo para redução do peso); aparelho cardiovascular central e periférico (aumenta a capacidade do coração e das veias para bombear sangue); perfil lipídico (reduzindo LDL colesterol e triglicerídeos e aumentando o HDL colesterol, que tem efeito protetor sobre a parede arterial); aparelho respiratório (melhorando sua performance, aumentando a massa muscular, previne quedas, melhora o equilíbrio, a força muscular, a mobilidade articular, amassa óssea e a coordenação motora, melhora a imagem corporal e ajuda o idoso a ter autoconfiança) (BARBOSA, 2000).
As atividades físicas estimulam o crescimento, e o fortalecimento dos músculos. Os músculos, como estão presos nos ossos, estimulam estes a crescerem, a aumentar a massa óssea. Elas também melhoram as condições do coração, da respiração, dando mais fôlego e aumentando a oxigenação do cérebro e do sangue. A pessoa que faz exercícios tem mais disposição, vontade de viver, servindo os exercícios físicos de musculação, acompanhados de exercícios de relaxamento muscular, como poderoso método de tratamento de problemas emocionais e sexuais. As angústias, ansiedade, depressões e fobias podem melhorar com a realização de exercícios leves de músculos e de respiração (KNOPLICH, 2001).
Em parte devido ao impacto sobre vários aspectos da saúde física a atividade física regular tem uma importante influência sobre as capacidades funcionais, qualidade de vida e saúde mental do cidadão idoso. Embora o hábito de praticar atividade física regular possa estender o ciclo vital de uma pessoa em um a dois anos, um benefício muito mais importante é o aumento de seis a dez anos na expectativa de vida ajustada ao aumento da qualidade de vida incluem relatórios de maior bem-estar, uma melhora da auto-estima e sensação de auto-eficácia, bem como uma redução do risco de ansiedade e depressão (SHEPHARD, 1997).
Os benefícios da atividade sobre o controle da pressão arterial acontecem por diversos fatores diretos e indiretos da atividade física no organismo e que foram sintetizados assim: alterações cardiovasculares (diminuição da freqüência cardíaca de repouso, do débito cardíaco na repouso, da resistência periférica e do volume plasmático, aumento da densidade capilar); alterações endócrinas e metabólicas (diminuição da gordura corporal, diminuição dos níveis de insulina, diminuição na atividade do sistema nervoso simpático, aumento da sensibilidade à insulina, melhora da tolerância à glicose); composição corporal (efeito diurético, aumento da massa muscular, aumento de força muscular); comportamento (diminuição do estresse, diminuição da ansiedade). Efeitos na saúde menta: melhora do auto-conceito; melhora da auto estima; melhora do humor; melhora da imagem corporal; desenvolvimento da auto-eficácia; melhora da tensão muscular e da insônia; diminuição do consumo de medicamentos; melhora das funções cognitivas e da socialização (MATSUDO, 2001).
A atividade física é um ponto importante na qualidade de vida do idoso. No entanto, o tipo de exercício a ser realizado depende do organismo e da vontade de cada um. Não há nenhuma fórmula predeterminada do que deve ser feito na terceira idade. O idoso precisa olhar para si e ver qual a sua capacidade funcional nas atividades do dia-a-dia, como subir as escadas de um ônibus, carregar panelas de pressão, arrumar camas, abaixar-se para ver o forno, por exemplo, (OKUMA, 1998).
A atividade física é um fator fundamental na saúde do idoso. Estudos mostram que pelo menos 70% dos idosos tem um problema de saúde e a atividade física pode ser uma grande aliada do tratamento. A prática da atividade física pode controlar a manifestação e os sintomas de várias doenças, como hipertensão, por exemplo; e reduzir o consumo de remédios. Para isso, é preciso trabalhos com três sistemas do corpo humano: o cardiovascular, o nervoso e o músculo-esquelético. A prática de atividade física melhora o andar e o equilíbrio; melhora a auto-eficácia; contribui para a manutenção e/ou aumento da densidade óssea; auxilia o controle do diabetes, da artrite, das doenças cardíacas e dos problemas com colesterol alto e hipertensão; melhora a ingestão alimentar; diminui a depressão; reduz as ocorrências de acidentes, pois os reflexos e a velocidade ao andar ficam melhores; contribui na manutenção do peso corporal e melhora da mobilidade do idoso (OKUMA, 2006 ).
2.4-A influência da atividade física na manutenção do osso
Segundo KNOPLICH (2001), a mulher que praticou ginástica durante sua vida, desde a adolescência, chega a menopausa com massa muscular maior. Os músculos das coxas e dos braços são mais fortalecidos e estão presos aos ossos, assim quando se pratica qualquer tipo de atividade física, na realidade estimula-se também os ossos a crescer e a ficar mais forte. A mulher que tem a musculatura mais firme está mais protegida contra a osteoporose. A mulher que não faz nenhum tipo de atividade física e fica muito na cama tem maior facilidade de ter osteoporose. O serviço de dona de casa é também considerado como atividade física. As mulheres que trabalham fora de casa, tomam condução, escrevem à máquina, andam etc., também estão fazendo atividade física. Quando se aposentam e deixam essas atividades, aumentam as chances do aparecimento da osteoporose.
Uma diminuição da massa óssea ou, mais precisamente, uma baixa da resistência do osso é considerável fator de risco para uma possível fratura. Nas pessoas idosas, a atividade física regular participa da manutenção da densidade mineral óssea. No conjunto, estudos transversais mostram que as pessoas idosas com antecedentes de atividade física regular possuem, em média, uma massa óssea mais elevada do que as pessoas sedentárias da mesma idade. Todavia, há controvérsias sobre a importância dessa diferença da massa óssea entre essas duas populações. Essa diferença depende também do local ósseo examinado. Ela é superior para o osso trobecular do esqueleto axial (coluna vertebral) em relação ao osso compacto (chamado de osso cortial) do esqueleto apendicular (todos os ossos longos, especialmente o fêmur e o rádio). Nas pessoas idosas que gozam de boa saúde observa-se uma diminuição da força muscular de um a dois porcento por ano, entre sessenta e cinco e oitenta e nove anos. Essa fraqueza muscular é atribuída a uma perda das fibras musculares associada a uma atrofia daquelas remanescentes (diminuição da quantidade e tamanho das fibras musculares). A atividade física permite adquirir um capital ósseo mais considerável e diminuir a perda ósseo relacionada à idade e à menopausa. Além disso, a atividade física aumenta a força e a coordenação muscular das pessoas idosas, diminuindo, assim, as quedas e as fraturas a elas associadas (MANIDI & MICHEL, 2001).
A atividade física beneficia não só o conteúdo mineral ósseo, mas igualmente outros fatores relacionados aos riscos de fraturas como a força muscular, a flexibilidade, o tempo de reação e o equilíbrio. A atividade pode diminuir as perdas ósseas, mas ainda não há definição quanto ao programa para preveni-las. A atividade física regular incrementa o pico de massa óssea, ajudando na manutenção da massa óssea existente e diminuindo sua perda associada ao envelhecimento (OKUMA, 1998).
Encontramos no processo de envelhecimento funcional outras alterações articulares e ósseas que estão intimamente ligadas com o histórico de vida de cada um, fator genético, atividade física, alimentação e qualidade de vida: osteoartrite (patologia degenerativa das articulações), osteoartrose (desgaste e ruptura da cartilagem), artrite reumatóide (inflamação da membrana sinovial). A atividade física adequada estará contribuindo para minimizar o processo da desmineralização e fortalecimento da musculatura. Os mais indicados nesse processo são os exercícios aeróbicos, trabalhando a freqüência cardíaca máxima entre cinqüenta a setenta e cinco porcento. A atividade realizada com regularidade é uma das principais bases para a manutenção da saúde, associada à alimentação adequada e ao estado emocional equilibrado (VERDERI, 2002).
A prática regular da atividade física sistemáticas pode retardar ou suprimir a perda mineral óssea nas mulheres (ERNEST, 2001).
Os exercícios, isto é, o uso do esqueleto devem ser incentivados. Não se conhece nenhum substituto tão eficiente quanto o estresse mecânico para estimular a formação e a calcificação óssea (SANTOS, 1996).
Observa que de qualquer maneira, um incremento do estresse mecânico sobre os ossos induz a múltiplas alterações fisiológicas que, indiretamente, aumenta a densidade óssea (DIMASI, 2000).
Assim, quando se pratica algum exercício, está na realidade estimulando também o osso a crescer e a ficar mais forte (SOVA, 1998).
A atividade física deve ser praticada desde a infância, pois proporciona um fortalecimento muscular e, com isso uma estrutura esquelética bem desenvolvida. Os indivíduos que adquirem uma maior disposição óssea na fase inicial de suas vidas, estariam menos propensos a osteoporose. Observa-se ainda que uma boa reserva óssea retarda o processo de desmineralização óssea, resultando numa diminuição da degeneração óssea precoce. Quanto maior o estímulo da matriz óssea, maior é a formação ou regeneração óssea (BÁLSAMO & BATTARO, 2005).
Por mecanismos ainda pouco esclarecidos, os exercícios mais eficientes são os que implicam em suporte de cargas e contrações musculares fortes. Dentre esse tipos de exercícios, os mais sugeridos e praticados são os exercícios com peso (KON & CARVALHO, 2005)
A atividade física é certamente um fator preventivo para várias doenças, e, também para a osteoporose, devendo ser praticada desde a infância, já que a sua prática proporciona uma massa muscular mais forte e, com isso, uma estrutura esquelética tão desenvolvida quanto a massa muscular. Assim, mulheres atletas, por terem praticado esporte desde a infância, possuem uma musculatura firme. Por esse fato, elas estariam menos propensas à osteoporose, já que teriam adquirido uma maior disposição óssea na fase inicial de sua vidas (OURIQUES & FERNANDES, 1997).
Níveis adequados de atividade física na juventude também são importantes para que as pessoas alcancem uma boa massa óssea máxima, que se admite ser o parâmetro mais importante para se prever a osteoporose futura (SANTAREM, 2005).
A prática de atividade física desde da adolescência proporciona uma massa muscular mais forte. Como os músculos estão inseridos nos ossos, estes também são estimulados no seu desenvolvimento. Além disso, é durante a puberdade, mais específica dos nove aos vinte anos, que ocorre a formação da densidade óssea ideal, porém é entre os vinte e trinta anos que ocorre o pico de massa óssea. Depois do pico ser atingido a remodelagem óssea permanece em equilíbrio até aproximadamente cinqüenta anos, só a partir dessa idade é que começa a ocorrer a perda gradual da massa óssea por aceleração da atividade osteoclástica. Portanto a formação óssea atingida na puberdade poderá ser decisiva no futuro, causando uma aceleração da massa óssea inevitável que ocorrerá com o passar da idade (SIMÕES, 2005).
O exercício físico preserva a massa óssea, tanto por ação direta do impacto sobre o esqueleto, como por ação indireta, pelo aumento da força muscular, já que há uma tendência da massa óssea ser proporcional à força muscular, pois a maior tração, exercida por músculos mais fortes, serve como estímulo à mineração dos ossos (OSTEOPOROSE, 2005).
Um dos mecanismos pelos quais os exercícios físicos estimulam o aumento de massa óssea seria no processo de remodelagem do osso que ocorre quando as forças mecânicas dobram ligeiramente o órgão, produzindo cargas elétricas negativas na região côncava e positivas na convexa, o cálcio e o fósforo acumulam-se na região côncava e são reabsorvidos na região convexa. Imagina-se que a hipertrofia do osso em função muscular, o estresse físico produzido micro-lesões, as osteoclastos removeriam as estruturas lesadas, os osteoblastos reparariam a matriz calcificada na área, em maior quantidade do que a removida, as micro-lesões causadas pela sobrecarga tensional estimulariam o tecido ósseo a produzir alguma substância estimulante da osteogênese. Outra possibilidade é um mecanismo alternativo ou sinérgico ao anterior, onde se postula a existência de mecanoreceptores no osso, regulados por hormônios sexuais, que estimulariam estímulos de tensão em estímulos bioquímicos para a osteogênese (SANTAREM, 2005).
O osso é ligado ao músculo pelo tendão, nele encontramos as terminações nervosas, nas quais estão relacionadas com a energia elétrica. A atividade muscular juntamente com a atividade óssea (ligação óssea – tendínea) são responsáveis pela energia mecânica. As terminações nervosas existentes nessa região são responsáveis em levar os estímulos proporcionados pela atividade física até a medula espinhal ou cérebro. Sendo assim, o estimulo da carga mecânica provocado pela atividade física ocasiona um efeito piezoelétrico localizado no osso, gerando mudanças elétricas que resultarão numa maior atividade osseblástica e aumentando a formação óssea por meio do incremento da síntese de proteína e de DNA (MATSUDO & MATSUDO, 1991).
A atividade física provoca um aumento significativo na fosfátase alcalina, aumentando também a formação osteoblástica responsável pelo aumento do fator de crescimento insulínico IGF-1 e da proteína neutrofina 4 (NT-4), o primeiro está relacionado com o aumento da massa magra, sendo um possível medidor potencial da interação músculo – osso, o segundo é responsável pelos efeitos benéficos do exercício no desempenho muscular, ou seja, a proteína 4 (NT-4) facilita a conexão entre nervos e músculos. Os exercícios com peso são os mais eficientes para aumentar a massa óssea, e também os que mais estimulam estes hormônios anabolizantes. A relação Testosterona/Cortisol reflete o estado anabólico e está aumentando significativamente nos exercícios com peso, contribuindo para o aumento da massa óssea e muscular (SANTAREM, 2005).
As recomendações, para a prevenção e possível tratamento da osteoporose são:a musculação(levantamento de peso),que é uma atividade física essencial para um desenvolvimento normal e para a manutenção de um esqueleto saudável, atividades focadas no aumento da força muscular podem ser benéficas, especialmente para os ossos não expostos a tração de cargas. Evidências têm demonstrado que o osso em desenvolvimento é mais repulsivo à carga mecânica e à atividade física do que os ossos maduros, destacando então que o exercício regular na infância pode ser um importante fator n a prevenção da osteoporose; treinamento excessivo de exercício de longa duração (endurece) podem induzir alterações hormonais, distúrbios mentais e até efeitos adversos na estrutura óssea; exercícios não podem ser recomendados como um substituto da reposição hormonal; atividades que promovem um aumento da força, flexibilidade e coordenação podem indiretamente e efetivamente diminuir a incidência de fraturas por osteoporose, través da diminuição da possibilidade de quedas (COHEN, 1998).
São bastante diversificadas os tipos de atividade física que promovem o aumento da densidade óssea. Porém, deve-se dar preferência àquelas realizadas sob a ação da gravidade que também tenham a possibilidade de prevenir a outras doenças, como cardiovasculares. Recomenda-se a prática de atividade aeróbicas, realizadas de 3 a 5 vezes por semana, com intensidade entre 60 e 85% da freqüência cardíaca máxima. Seria interessante também um trabalho complementar para o fortalecimento das principais musculaturas. Deste ponto de vista, a natação, também poderá ser utilizada principalmente em indivíduos osteoporóticos sujeitos a fraturas (OURIQUES & FERNANDES, 1997).
3 – METODOLOGIA
3.1 – Tipo de pesquisa
Revisão bibliográfica
4-CONCLUSÃO
No transcorrer deste trabalho, falou-se da influência da atividade física na manutenção da massa óssea, da importância de se praticar atividade física durante toda a vida desde a infância até o envelhecimento, pois quando praticada na adolescência, vai proporcionar uma melhora na manutenção da massa óssea.
Exercícios aeróbicos e exercícios localizados proporcionam uma diminuição respeitável no processo de osteoporose, ou até mesmo um acréscimo na densidade óssea, tornando a atividade física uma grande aliada na prevenção de doenças mesmo no período da terceira idade.
Com isso a prevenção e reversão no quadro de osteoporose dependem tanto da medicina, quanto da nutrição ou da Educação Física, uma vez que uma boa alimentação rica em cálcio, níveis adequados de estrogênio e a prática de exercícios promovem a manutenção e até o incremento da massa óssea em mulheres no climatério.
A prática de atividade física auxilia no fortalecimento muscular, os músculos estão inseridos nos ossos, estimulando seu crescimento e fortalecimento, deixando a pessoa protegida contra a osteoporose.
Logo, a prevenção da osteoporose deve ser um projeto ao longo da vida, no qual estabeleça hábitos e condutas saudáveis desde a infância.
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