| Por muitos anos os “velhos” em nosso país foram tratados de acordo com o sentido literal dessa palavra. Isso foi reflexo da cultura colonial, onde só quem tinha força física poderia gerar lucro. Outro fator de grande relevância para que esse preconceito se dissipasse nas mais variadas classes sociais foi a questão da mortalidade da população antes de chegar a sexta década de vida. Esse, talvez, constitua um dos maiores indicadores de subdesenvolvimento de um país.
Hoje, podemos observar que esse quadro vem se transformando e a nossa população, que anos atrás, era considerada jovem, segundo sensos do IBGE, está se tornando cada vez mais idosa e com isso, algumas transformações nas áreas política, econômica e social, vêm se fazendo necessárias, para que os prestadores de serviços das mais variadas áreas se adequem a nova realidade do Brasil.
A área da saúde, sobretudo, apresenta cada vez mais inovações na área gerontológica, o que retarda conseqüentemente e progressivamente a incapacitação daquela que é conhecida como a terceira idade.
A Educação física Gerontológica é outra área em pleno desenvolvimento atualmente. As pesquisas nessa área crescem dia-a-dia, com objetivo de vencer os grandes vilões do envelhecimento. Já se sabe que o envelhecimento funcional pode ser retardado ou diminuído através de programas de exercícios que trabalhem as mais variadas qualidades físicas. Além disso, a socialização promovida por essas atividades faz com que o idoso vença seus próprios preconceitos, faça amizades e se sinta parte da sociedade em que vive.
Cada vez mais, vemos pessoas com mais de 60 anos sustentando famílias, trabalhando, praticando esportes e até namorando.
Portanto, fica aqui um alerta para todos aqueles que ainda acham que lugar de “velho” é na poltrona da sala, vendo novela ou fazendo tricô.
Ademar, Alice , Isis, Liliane , Roberta, Valéria - Sorocaba, 2005.
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