TERCEIRA IDADE



ASPECTOS DO ENVELHECIMENTO – FÍSICO, PSICOLÓGICO E SOCIAL



Alessandro Zanini
Eduardo Antonio Marçoleto
Eduardo Milton Xavier Sorovassi
Gabriel Maiello Previato
Gilmar Vieira da Cruz
João Ricardo da Silva
Kleber Francisco de Oliveira
Melissa Machado Gil

Faculdade de Educação Física da ACM de Sorocaba
Ano: 2003

O processo de envelhecimento ocasiona alterações consideráveis no indivíduo, nos quais são destacados os aspectos físicos, psicológicos e sociais, que de certa maneira um está relacionado com o outro e caminham juntos.

Pode–se citar dentre os fatores físicos, alterações em todos os órgãos e sistema do organismo intracelulares, que prejudicam não somente sua função como também sua multiplicação.No sistema nervoso ocorre uma diminuição da atividade cerebral, deficiência e perda de neurônios, diminuindo o número de ramificações e conexões com os outros órgãos que inervam, diminuição dos reflexos da sensibilidade e da percepção corporal, diminuição da capacidade intelectual, alterações na atenção e etc. No sistema moto, as articulações, músculos e ossos sofrem diversas alterações.

Segundo Lorda Paz, a estatura diminui começando entre os 50 e 55 anos devido à compreensão das vértebras e aos achatamentos dos discos intervertebrais, de 3 a 4 centímetros, há uma constante perda de equilíbrio devido a mudanças motoras, ombros se curvam, a cabeça se inclina para adiante, a curvatura dorsal acentua-se, ocorre um flexionamento dos joelhos, nos ossos eles passam de um estado consistente para um estado esponjoso, a descalcificação, que caracteriza a osteoporose.

Nas articulações a sobrecarga é danosa e principalmente à do idoso que se torna mais delgada e mais frágil. Há perda de tônus muscular, ocasionando atrofia muscular nos grandes grupos musculares. No sistema cardiovascular o coração aumenta seu volume, a freqüência cardíaca diminui, há uma diminuição de volume de sangue que o coração bombeia, os pulmões diminuem de tamanho e peso. Já no aspecto social, se dá ao isolamento e ao esquecimento dos idosos, prejudicando também o psicológico.

Mas nem sempre na velhice ocorre isso, pois existem atitudes e sociedades diferentes, que faz com que ocorram várias situações. No livro de Rosemary Rauchbach (1990) relata com exemplo as tribos de esquimós, na qual o envelhecimento só chegava para os indivíduos no momento em que não conseguiam, pois si sós, proverem suas próprias necessidades e colaborarem no geral do grupo, sentindo-se então pesados aos demais e recorriam ao suicídio, solução indicada pela própria cultura.

A sociedade da antiguidade em geral, acatava os velhos sábios quando atingiam essa etapa. Na questão dos idosos no Brasil existem dois pontos distintos, os do nordeste e os do sul. No nordeste ainda predomina a família patriarcal, onde é muito forte a presença da cultura indígena, em que o velho desempenha o papel de destaque, de transferir para os jovens a cultura da tribo, seu folclore, sua crença, sendo o mais respeitado pela experiência acumulada ao longo da vida.

No sul, predomina a sociedade industrial, marcada pelo acirramento de competição entre as pessoas, na busca da promoção social e humana. O equilíbrio social na velhice se torna mais difícil, decorrente da longa história de vida, quer pela aquisição de um sistema de reivindicações e desejos pessoais, quer pela fixação de estratégias de comportamento.

Atrás de uma barreira de isolamento social, podemos encontrar o pessimismo na sua existência, passividade, queixas somáticas, baixa estima, a ansiedade, a depressão e a insônia precursoras comuns de infarto do miocárdio.
Ocorrem modificações no decorrer dos anos, onde alteram seus valores e atitudes.

Os entusiasmos são menores, a motivação tende a diminuir, é preciso criar estímulos bem maiores para fazê-lo empreender uma nova ação, para lutar contra fatores internos e externos que ameaçam a vida.
Por isso, os benefícios ao idoso, ocasionado através da prática regular de exercícios físicos, transcendem os aspectos fisiológicos e contemplam o ser humano em sua globalidade: atendem também suas necessidades sociais e psicológicas. Por esse motivo, a Educação Física possui um papel importante na vida das pessoas, e a sua prática é um direito à todos.

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

_ STRASSBURGER, V.M. – Viva Vida, Sim! E Por que não? – Ed. Caravela, Porto Alegre, 1999.
_ RAUCHBACH, R. – A Atividade Física para a Terceira Idade, Analisada e Adaptada. Ed. Lovise, 1990.




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