Nina Markovic, PhD, Roberta B. Ness, MD, MPH, Denise Cefillib, Jeane Ann Grisso, MD, Susan Stahmer, MD, Leslie M. Shaw, MD, Pittsburgh, Pensilvânia
Objetivo: nossa finalidade foi comparar medidas auto-relatadas e bioquímicas de exposição ao tabaco, maconha e cocaína entre as mulheres no início da gravidez.
Métodos: foram inscritas mulheres que se encontravam nos estágios iniciais da gravidez e que foram examinadas em um pronto-socorro da região central da cidade. O uso de tabaco, maconha e cocaína foi medido por auto-relato e análise urinária. O uso de cocaína também foi avaliada por análise de cabelo.
Resultados: estavam disponíveis dados para 789 mulheres. Entre aquelas relatando uso passado de tabaco, maconha e cocaína, 25,2%; 23,9% e 22,7%, respectivamente, tiveram resultados positivos de ensaios urinários; entre aquelas relatando uso atual, 77,2%; 86,6% e 75,9% tiveram achados positivos, ao passo que entre aquelas que relataram que nunca tinham usado 5,6%; 5,7% e 3,6% dos resultados foram positivos. Em comparação com teste de urina, a análise de cabelo para a cocaína identificou 4 vezes mais exposições entre as mulheres que relataram nunca ter usado cocaína.
Conclusões: os ensaios urinários apresentaram a mesma probabilidade de serem positivos entre as mulheres relatando que nunca usaram e aquelas relatando uso passado de tabaco, maconha ou cocaína. Portanto, as mulheres com um resultado positivo para ensaio biológico apresentaram uma probabilidade de negar o uso de tabaco igual àquela de negar o uso de maconha ou cocaína.
Fonte: Am J Obstet Gynecol 2000;183:627-32 |