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ESPAÇO SAÚDE


PAROXETINA DE LIBERAÇÃO CONTROLADA NO TRATAMENTO DE ONDAS DE CALOR DA MENOPAUSA - um ensaio randômico controlado


Vered Stearns, Katherine L. Beebe, Malini Iyengar, Eric Dube.
 
 Contexto: terapia padrão para ondas de calor tem sido reposição hormonal com estradiol ou derivados da progesterona, mas dados recentes sugerem que antidepressivos que inibem a recaptação da serotonina podem também ser eficazes.
 
 Objetivo: avaliar um inibidor seletivo da recaptação da serotonina (paroxetina de liberação controlada [CR]) no tratamento dos sintomas vasomotores apresentados por uma população geral de mulheres na menopausa num corte transversal.
 
 Projeto e cenário: estudo randômico, duplo cego, com controle placebo, conduzido em 17 locais dos EUA, incluindo clínicas rurais, urbanas e suburbanas.
 
 Pacientes: um total de 165 mulheres na menopausa com idade igual ou superior a 18 anos experimentando no mínimo 2 a 3 episódios diários de ondas de calor e sem receber reposição hormonal por no mínimo 6 semanas. As mulheres foram excluídas se apresentavam qualquer sinal de câncer em atividade ou se estivessem sendo submetidas a radio ou quimioterapia.
 
 Intervenção: após uma semana de uma fase inicial com placebo, as participantes do estudo foram randomizadas para receber ou placebo ou 12,5 mg/dia ou 25,0 mg/dia de paroxetina CR (numa razão 1:1:1) por 6 semanas.
 
 Medidas principais de desfecho: mudança média do início até a semana 6 no escore composto diário de ondas de calor (freqüência x gravidade).
 
 Resultados: cinqüenta e seis participantes foram randomicamente designadas para receber placebo, 51 para receber 12,5 mg/dia de paroxetina CR e 58 para receber 25,0 mg/dia de paroxetina CR. As reduções médias no escore composto de freqüência de ondas de calor do início até a semana 6 foram maiores significativamente para aquelas mulheres recebendo paroxetina CR do que para aquelas recebendo placebo. Na semana 6, a freqüência média diária de ondas de calor diminuiu de 7,1 para 3,8 (redução média, 3,3) para aquelas participantes do grupo de 12,5 mg/dia e de 6,4 para 3,2 (redução média, 3,2) para aquelas participantes do grupo de 25 mg/dia de paroxetina CR e de 6,6 para 4,8 (redução média, 1,8) para aquelas do grupo placebo. A redução média ajustada dos escores compostos de ondas de calor para placebo foram -4,7 (intervalo de confiança 95%: -8,1 a -1,3; P = 0,007) quando comparado com 12,5 mg/dia de paroxetina CR; e -3,6 (intervalo de confiança 95%: -6,8 a -0,4; P = 0,03) na comparação de placebo com 25,0 mg/dia de paroxetina CR. Isso correspondeu a uma redução média de 62,2% no grupo recebendo 12,5 mg/dia e 64,6% no grupo de 25,0 mg/dia de paroxetina CR comparado com 37,8% no grupo placebo.
 
 Conclusão: paroxetina CR pode ser uma alternativa eficaz à reposição hormonal e outras terapias no tratamento dos sintomas vasomotores da menopausa.
 
 Fonte: JAMA 2003; 289: 2827-2834 





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