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OSTEOPOROSE


FACULDADE DE EDUCAÇÃO FÍSICA DA ACM DE SOROCABA
Ano: 2003


Fabiana Silveira
Andreza de Queiroz Silva
Carla Patrícia Fernandes Rizzardo
Neusa Madeira
Luciano da Silva
Bruno Rodrigues


Objetivo
O tema Osteoporose, como muitos outros, tem gerado um enorme interesse perante a sociedade. O objetivo deste trabalho é passar subsídios as pessoas quanto ao significado, prevenção, tratamento em uma linguagem acessível.

O que é Osteoporose
A osteoporose é uma doença caracterizada por baixa massa óssea, o que leva a um aumento na fragilidade óssea e conseqüentemente risco de fratura. Uma definição simplificada seria a "não reposição do cálcio no osso.

Mas por que ela ocorre? Na manutenção do osso atuam, basicamente, duas células: os Osteoblastos que fazem osso e os Osteoclastos que desfazem o osso. Esta ação de fazer e desfazer é VITAL: O cálcio dos ossos é necessários em outro lugar, no sangue, e na concentração de 1%. Ao sair do osso, pela ação dos Osteoclastos, o cálcio encontra-se na forma iônica de CA++ tornando-se assim um Neurotransmissor para as Sinapses Neuromusculares. Caso a concentração de cálcio, nesta forma de "íon" no sangue, baixe de 1%, literalmente morremos.

Subindo, morremos também. Não podemos ter nem a mais nem a menos. A ativação dos Osteoclastos se dá de maneira complexa envolvendo o Sistema Nervoso e as glândulas Paratireóides com os Parato-hormônios e a Tireóide com a Calcitonina. Tudo isso é normal (o osso ser desfeito e refeito).

As pistas sobre o motivo do aparecimento da osteoporose começa apontando para fatores hormonais:

A Osteoporose tem preferência pelas mulheres.
A Osteoporose costuma aparecer na "menopausa" quando existe uma profunda alteração de hormônios.
Na menopausa a ausência do hormônio feminino faz com que os ossos percam cálcio e fiquem porosos como uma esponja.
Esta fraqueza dos ossos expõe a mulher a riscos maiores de fraturas tanto por quedas como espontâneas.
Os locais mais comuns são a coluna, o colo do fêmur, e o pulso.
Destas fraturas a mais perigosa é a do colo do fêmur. É também por causa da osteoporose que as mulheres perdem altura com a idade.

Os Fatores de Risco para a Osteoporose

história familiar de fratura;
fumo;
mais de duas doses de bebida alcoólica por dia;
baixo peso e baixa estatura com ossatura delicada;
sedentarismo;
idade avançada;
uso contínuo de certos medicamentos como: corticoesteróides, anticonvuldivantes,ou metotrexate;
ingestão inadequada de cálcio;
ser da raça branca ou asiática.

Existem dois tipos de riscos para o desenvolvimento da osteoporose: o primeiro são aqueles não possíveis de correção e atinge pessoas que tem predisposição genética, como de baixo peso e estatura que têm a ossatura delicada; pertencer à raça branca ou asiática; e ter parentes próximos com o problema. A menopausa também é outro fator de risco não possível de correção.

Porém, existem casos em que se pode corrigir o problema e está diretamente ligado ao estilo de vida, como o fumo e a bebida, a falta de exercício físico, a alimentação que pode ser modificada e a terapia de reposição hormonal nas mulheres que têm baixa de estrógeno.

Prevenção
Quando a mulher se aproxima dos cinqüenta anos a produção de estrógeno diminui e a ovulação é interrompida. Com isso a mulher para de menstruar e algumas sentem dores de cabeça, dores pelo corpo, fadiga, ondas de calor, sudorese, secura vaginal, insônia, alteração do humor e aumenta a incidência de doenças coronarianas. Mas todas as mulheres tem perda de massa óssea em decorrência da queda dos níveis de estrógeno.

Uma das soluções para esses casos é a reposição hormonal, que protege contra as doenças coronarianas, reduz o risco de câncer uterino e é a melhor forma de interromper a perda de massa óssea e prevenir a osteoporose da pós-menopausa. Mulheres que tiveram câncer de seio ou que tenham enxaqueca, diabetes ou asma podem ter problemas com reposição hormonal. Nem sempre a menopausa requer o uso de drogas.

O exame que pode ser feito para medir o nível de perda da massa óssea é chamado de densitometria óssea e é indicado para as pessoas que apresentam pelo menos dois fatores de risco para o desenvolvimento da doença. Nestes casos, a determinação da massa óssea é importante para auxiliar o tratamento.

Para prevenir a osteoporose é preciso fazer uma prevenção na adolescência principalmente, para as mulheres. A quantidade de massa óssea que conseguimos juntar na adolescência fará com que no envelhecimento tenhamos maior resistência contra fraturas, por isso, é fundamental que a jovem seja orientada para uma dieta rica em cálcio, como também para atividades físicas regulares.

Os exercícios físicos devem ser realizados de forma regular três vezes por semana. O melhor é caminhar, correr dançar, jogar tênis, ou praticar esporte coletivo como futebol, voleibol, basquetebol. Para pessoas mais idosas o indicado é caminhar aproximadamente 40 minutos de preferência todos os dias, respeitando sempre os limites de cada um e o conselho do seu médico.

Outro fator que auxilia no tratamento e na prevenção é a ingestão de alimentos com grandes quantidades de cálcio. Algumas das melhores fontes de cálcio são o leite e seus derivados, porém recomenda-se consumo moderado de laticínios devido a sua grande quantidade de gordura. Deve-se dar preferência aos desnatados que possuem o mesmo teor de cálcio dos integrais.

O cálcio é fundamental na dieta que previne osteoporose. As fontes básicas de cálcio são: leite, queijos e derivados de leite e vegetais ( brócolis, espinafre, nabo, cogumelo). É um controle que somente a própria pessoa pode fazer porque tem muitos detalhes de preferência pessoal.

Tratamento
Cálcio, Vitamina D, exercícios apropriados, exposição ao sol e, em alguns casos, medicações são importantes para manter a massa óssea e tratar a osteoporose na menopausa.

Atualmente, nos Estados Unidos, é feito a Terapia de Reposição Hormonal www.gineco.com.br/tratame1.htm ( a reposição hormonal com o estrógeno).
Em mulheres que ainda tem o útero é importante associar o alendronato, risedronato e raloxifeno www.gineco.com.br/evista.htm  (um modulador seletivo dos receptores de estrogênio, SERM ).

Um modulador seletivo dos receptores de estrógeno funciona da mesma maneira que o estrógeno só que sua ação é seletiva, ou seja, age somente com os aspectos benéficos do hormônio. Todos são aprovados pela US Food and Drug Administration (FDA) para a prevenção e tratamento da osteoporose pós-menopausa. A calcitonina é aprovada somente para o tratamento, mas o mais importante é o acompanhamento médico.

Na osteoporose instalada é importante que sejam adotadas medidas simples para se evitar quedas tais como retirar tapetes, disposição adequada de móveis, evitar o uso indiscriminado de tranqüilizantes.

Hoje em dia está nascendo uma nova arquitetura para pessoas da terceira idade que evita a queda e o esforço em demasia respeitando as características desta população que, em breve, será a maioria.

Outro fator importante na terapia da osteoporose é a introdução de exercícios adequados e a exposição ao sol como terapia adjuvante. Não se deve proibir o portador de osteoporose de andar, caminhar, tomar sol pelo medo da fratura, mas adequar sua vida e reduzir seus riscos.

Atividade Física na Osteoporose
A atividade física também é importante na prevenção da osteoporose. Um programa regular de exercícios com peso, ou treino de atividade contra resistência pode ajudar a formar e manter ossos e músculos fortes, além de queimar calorias.

Exemplos de exercícios que podem ser realizados inclui caminhadas, corridas, levantamento de peso e tênis. Exercícios como nadar e andar de bicicleta não são os mais adequados para a prevenção da osteoporose porque parte do peso do seu corpo estará sendo sustentado pela água ou pela bicicleta. No entanto, natação e pedalar bicicleta podem fortalecer seus músculos o que terá influência positiva sobre os ossos, fazendo parte de um programa global de exercícios. A atividade física com sustentação do peso é essencial para o desenvolvimento normal e a manutenção de um esqueleto sadio. As atividades que focalizam o aumento da força muscular também podem ser benéficas, particularmente para os ossos que não participam da sustentação do peso.

As mulheres sedentárias podem aumentar ligeiramente a massa óssea tornando-se mais ativas, porém o benefício primário da maior atividade pode residir em evitar a perda adicional de osso que ocorre com a inatividade.

O programa ótimo para as mulheres mais idosas deveria incluir atividade que aprimoram a força, a flexibilidade e a coordenação e que podem reduzir, indiretamente porém de maneira efetiva, a incidência de fraturas osteoporóticas por tornarem as quedas menos prováveis.

Ainda não existe evidência de que apenas o exercício ou este mais o acréscimo da ingestão de cálcio possa prevenir a redução máxima na massa óssea nos anos pós-menopáusicos imediatos. Não obstante, todas as mulheres sadias devem ser encorajadas a se exercitarem. Independentemente de a atividade possuir um componente osteogênico significativo que permite obter os outros benefícios de saúde que resultam do exercício regular.

A atividade física diária de suportar o peso do próprio corpo é essencial para a saúde do esqueleto. A tensão mecânica do peso do corpo constitui, talvez, o principal fator exógeno que atua sobre o desenvolvimento e a remodelação óssea. Uma pessoa sedentária corre o risco maior de tornar-se osteoporótica do que outra que pratique exercícios que envolvam o suportar o próprio peso.

Algumas maneiras de aumentar sua atividade física:
Desça do ônibus ou do metrô um ponto antes e ande até o seu trabalho.
Ande 20 minutos durante seu horário de almoço.
Suba ou desça de escadas de um andar para o outro, ao invés de pegar o elevador.
Fazer atividade física ou caminhadas em companhia dos amigos é sempre muito agradável. Convide-os a participar dessa rotina.
É sempre importante manter seu local de trabalho o mais seguro possível contra as quedas, especialmente se você já tem osteoporose. Muitas das fraturas ocorrem por causa das quedas.

Cuidado com:
Tapetes soltos que não tem proteção antiderrapante.
Fios do computador, de extensão ou do telefone que podem ficar no meio da sala de trabalho.
Deixe as áreas de passagem livres, sem acúmulo de objetos.

Bibliografia
DI MASI, F. Hidro propriedades físicas e aspectos fisiológicos. Rio de Janeiro: Sprint, 2000.
KNOPLICH, J. Prevenindo a Osteoporose: orientações para evitar fraturas. São Paulo: IBRASA, 1993.
MILANO, M. E. Osteoporose e força muscular. Revista Ciência em Movimento, n.7, pg.84-92, 2002.
SAMARA, A. M. Reumatologia. São Paulo: Editora Sarvier, 1985.
WILMORE, J. H.; COSTILL, D. L. Fisiologia do Esporte e do Exercício. 2 ed. São Paulo: Editora Manole, 2001.

Disponível em: www.gineco.com.br/ostetrat.htm . Acesso em: 05/10/2003.
Disponível em: www.nib.unicamp.br/svol/osteo.htm Acesso em: 05/10/2003.
Disponível em: www.efdeportes.com/efd44/hidrog.htm . Acesso em: 22/10/2003.
Disponível em: www.maisde50.com.br/movimento/novo/osteoporose. Acesso em: 22/10/2003.




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