Pacientes com suspeita de alterações de memória, com mais de 60 anos, podem ser avaliados, até quinta-feira, pela equipe do Centro de Referência do Idoso, do Hospital das Clínicas (HC). O atendimento deve ser marcado pelo 0800-2838583, das 8h às 16h, e é apenas uma das frentes do Mutirão dos Distúrbios de Memória e Demências do Estado de Minas Gerais, iniciado ontem. Segundo o coordenador do centro, o geriatra Edgar Nunes, menos de 10% dos 100 mil portadores do mal de Alzheimer estimados em Minas recebem os remédios e o tratamento adequado. Em Belo Horizonte, são aproximadamente 10 mil pacientes.
“O diagnóstico da doença está sendo feito em fases avançadas. Logo, a atenção de familiares e médicos é fundamental nesse processo. Não se pode achar que o esquecimento é apenas um fenômeno natural da idade”, explicou o geriatra. Além das consultas, médicos do Sistema Único de Saúde (SUS) iniciaram um curso de capacitação, com o objetivo de avaliar a aplicação de instrumentos para verificar os níveis da incapacidade cognitiva e suas causas.
Para os parentes de idosos, o HC preparou nove oficinas para esclarecer sobre os problemas da memória e dar dicas sobre a assistência diária aos pacientes. As oficinas são gratuitas e devem ser marcadas por telefone. Segundo o geriatra, o envelhecimento cerebral está associado ao aumento de risco dos distúrbios. “Estima-se que 5% da população idosa seja portadora de algum tipo de demência, particularmente o Alzheimer”, disse.
O HC também inicia um projeto piloto para avaliar a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa, que será lançada em todo o país pelo Ministério da Saúde (MS) em 2007. Segundo a coordenadora de Atenção ao Idoso da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Eliana Bandeira, ela terá diversos dados do paciente, como o nível da pressão arterial e da glicose, se é ou não fumante, entre outros.
Fonte: Estado de Minas, 05/12/06 |