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ESPAÇO SAÚDE


DORES LOMBARES


Má postura e falta de condicionamento são algumas causas.
 
 Se você nunca sentiu uma incômoda dor nas costas, provavelmente, ainda vai sentir. Segundo estudos recentes do National Center for Health Statistics, nos Estados Unidos, 80% das pessoas terão pelo menos um episódio de lombalgia no decorrer da vida. Felizmente, a maioria das vítimas terá apenas sintomas transitórios. Segundo o ortopedista Jefferson Soares Leal, coordenador do Ambulatório de Coluna Vertebral do Hospital das Clínicas da UFMG, aproximadamente 50% dos afetados recuperam-se espontaneamente em duas semanas.
 
 O grande problema é quando a dor se torna incapacitante. O especialista explica que nos EUA aproximadamente 1% da população sofre de incapacidade funcional crônica devido à dor lombar. “Ela é a causa mais freqüente de limitação da atividade em pessoas com menos de 45 anos.”
 
 DESORDENS As lombalgias têm causas variadas e podem estar relacionadas a uma simples torção ou a uma infecção óssea ou tumor. Causas graves são minoria. As principais estão relacionadas a desordens mecânicas e posturais, que incluem falta de condicionamento físico, desequilíbrio muscular, vícios posturais, mau uso ou desgaste natural da coluna vertebral, decorrente do envelhecimento.
 
 Analgésicos e antiinflamatórios são os medicamentos mais usados no tratamento das lombalgias. Acompanhamento fisioterápico, exercícios físicos e procedimentos cirúrgicos podem constituir outras indicações. Jefferson explica que, no campo da cirurgia minimamente invasiva e funcional, os resultados preliminares têm sido promissores. Entre os avanços, podem ser citadas a termoeletrocoagulação discal por radiofreqüência percutânea, também conhecida como anuloplastia, e a prótese total de disco.
 
 VANTAGEM A anuloplastia apresenta a vantagem de evitar uma cirurgia convencional de grande porte e maior risco. Entretanto, apenas 60% dos pacientes respondem ao tratamento. A prótese total de disco consiste num procedimento cirúrgico de grande porte, no qual o disco doente é removido e substituído por um disco artificial novo. “Diferentemente da cirurgia tradicional, que funde uma vértebra em outra para reduzir o movimento e a dor, a prótese preserva o movimento. Por ser uma técnica muito recente, ainda vem sendo aperfeiçoada.”
 
 Fonte: Estado de Minas, 31/01/05
 





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