1. ANATOMIA RESPIRATÓRIA
1.3 Funcionamento
A respiração é um processo fisiológico pelo qual os organismos vivos inalam oxigênio do meio circulante e soltam dióxido de carbono. A respiração (ou troca de substâncias gasosas - O2 e CO2 ), entre o ar e a corrente sanguínea, é feita pelo aparelho respiratório que compreende: nariz, cavidade nasal dividida em duas fossas nasais, faringe, laringe, traquéia, brônquios e pulmões com bronquíolos e alvéolos. Nos alvéolos pulmonares, o oxigênio (O2) passa para o sangue (glóbulos vermelhos), enquanto o gás carbônico (CO2) o abandona. Este intercâmbio de gases ocorre obedecendo às leis físicas da difusão.
1.4 Tórax
Os pulmões se localizam no interior do tórax. As costelas, que formam a caixa torácica, inclinam-se para a frente pela ação do músculo intercostal, provocando um aumento do volume da cavidade torácica.
O volume do tórax também aumenta pela contração para baixo dos músculos do diafragma. Quando o tórax se expande, os pulmões começam a encher-se de ar durante a inspiração. O relaxamento dos músculos do tórax permite que estes voltem ao seu estado natural, forçando o ar a sair dos pulmões. Os principais centros nervosos que controlam o ritmo e a intensidade da respiração estão no bulbo raquiano e na protuberância ou ponte.
1.3 Sistema Respiratório
2. ASMA BRÔNQUICA
O termo asma, introduzido por Hipócrates no séc. IV a.C. indica uma disfunção do aparelho respiratório, que reduz a entrada de oxigênio no organismo. A Sociedade Européia de Fisiopatologia Respiratória a define como “forma doentia caracterizada por ataques agudos de dispnéia, induzi dos por diversos fatores ou por exercício físico, acompanhados de sinais clínicos de broncobstrução, parcial ou totalmente reversíveis no intervalo entre dois ataques”.
O sintoma mais relevante e que mais caracteriza a asma brônquica é o broncoespasmo.
2.1 Causa da asma Brônquica
Existe grande incerteza na definição da causa da asma brônquica, de
fato considerada:
• uma doença típica de indivíduos fracos do ponto de vista neurovegetativo;
• uma forma de neurose do aparelho pulmonar, complicada por secreções bronquiais;
• uma doença ligada à evolução do organismo infantil não se firmam do como lesão definitiva.
Manifesta-se em indivíduos predispostos, e as causas que a desencadeiam,
nem sempre previsíveis, podem ser de natureza diversa:
• alérgica, isto depende de mudanças de estações, clima, temperatura, odores, poeiras, polinização floral;
• morfológica ou endócrina isto é, depende de anomalias das fossas nasais, de pólipos, rinite etc., de malformações torácicas ou abdominais OU de alterações endócrinas;
• infecciosa, isto é, devido a infecções respiratórias;
• psicoafetiva, isto é, determinada por insuficiência emotiva por medo de abandono.
2.2 Fatores concorrentes para a asma
Hoje estima-se que os fatores concorrentes para a asma sejam:
• fator nervoso, isto é, uma hiper - reatividade bronquial devido a alterações da regulação nervosa do tônus bronquial;
• fator imunológico isto é, unia alergia devido a um processo anafilático.
Segundo Maccagno, entre os 5 e os 45 anos de idade domina o fator alérgico; abaixo dos 5 anos e acima dos 45 anos predomina o fator infeccioso. O que mais conta é o asmático ser “um insuficiente respiratório” e a evidência dos fenômenos por meio dos quais se manifesta a deficiência.
Etimologicamente, a asma pode ser provocada pelos estímulos mais diversos, como pólen, mofo, poeiras, remédios, ou outros, em indivíduos com exaltada reatividade das vias aéreas, com predisposição genética e constitucional. A crise de dispnéia paroxística, isto é, de dificuldade respiratória que se manifesta com a máxima agudez, é devida a um broncoespasino isto é, a uma restrição do calibre bronquial. Por isso, o ar alveolar encontra dificuldade na sua expulsão A crise, em geral, chega inesperadamente nas horas noturnas, entre as 24 e as 2, e O indivíduo agita-se desordenadamente à pro cura de uma posição que favoreça a expiração A ofegante “procura de ar” o torna ansioso, contraído A inspiração é breve e fácil de executar; a expiração, ao contrário, é lenta e cansativa.
No período de intervalo é oportuno iniciar O controle da respiração, expirando lentamente com a boca semi-aberta e pronunciando a letra O e inspirando lentamente e de maneira relaxada por via nasal
O principal objetivo é o relaxamento difícil de se obter pela tensão emotiva determinada pelo terror de uma nova crise.
Os acessos dispnéicos, que têm duração variável, podem-se repetir por vários dias. Acabado o ataque, porém, o indivíduo retoma uma respiração perfeitamente normal. Apenas uma terapia precoce e direcionada pode reduzir ao mínimo os sofrimentos do paciente asmático
O tratamento médico consiste na administração de broncodilatadores, o que implica o risco de transformar os asmáticos em dependentes desses medicamentos e, além disso, o inconveniente de aumento do trabalho cardíaco, com palpitações e arritmias, que servem somente para fazer superar a crise, e não para eliminar a causa. Além dos medicamentos, prescreve-se a crenoterapia (tratamento pelas águas minerais) em estações termais e a estadas em regiões montanhosas.
O tratamento cinesiológico, na maioria das vezes, consegue melhorar enormemente o estado geral dessa crise e trazer o indivíduo ao estado de normalidade ou quase. A exclusão, a princípio, da criança da atividade física, além de ser privada de qualquer pressuposto científico, produz efeitos negativos, tanto na condição física como na resposta psicológica.
O propósito principal em que se estabelece o tratamento de reabilitação do asmático é:
• a recuperação da função respiratória mediante a redução ao mínimo da dificuldade expiratória e a conseqüente hiperinsuflação pulmonar reversível;
• o aumento da capacidade de rendimento da eficiência física geral;
• a prevenção e a cura dos paramorfismos;
• a recuperação psicossocial da criança.
O tratamento cinesioterápico consiste no fazer aprender:
• o relaxamento muscular geral, para convencê-lo (doente) da capacidade de dominar a crise, e segmentário, para fazê-lo praticar o relaxamento do tronco e da cintura escápulo-umeral;
• urna técnica respiratória racional, que compreende:
A. educação dos centros respiratórios, aumentando razoavelmente o tempo de inspiração, de modo que, aumentando a concentração hemática de anidrido carbônico, sejam excitados os centros nervosos;
B. mobilização da caixa torácica, para aumentar a elasticidade, explorando os pontos de apoio dos elevadores das costelas; nesta fase, é oportuno proceder com exercícios muito ligeiros, com descontração, porque asmático não demonstra interesse pelas atividades motoras;
C. mobilização do tecido pulmonar, investindo em todas as áreas respiratórias;
D. restabelecimento do jogo diafragmático-torácico;
E. recondução da expiração à fase puramente passiva;
F. ritmar a respiração no esforço.
Mesmo que a atividade física, por fenômenos desconhecidos, possa constituir em 60-80% dos asmáticos um fator desencadeador do broncoespasmo, é oportuno escolher, depois de avaliar a resposta ao esforço muscular, uma atividade física que seja para o indivíduo a menos desencadeadora do processo asmático (ex.: vôlei, dança etc.).
A natação é uma atividade específica para se aconselhar ao asmático, porque, além de resultar como o menor desencadeador da crise entre todas as atividades esportivas, em muitos casos têm condições de reduzir o broncoespasmo. A capacidade reconhecida de a natação melhorar a atividade respiratória dos indivíduos asmáticos parece devida essencialmente:
• ao contínuo exercício respiratório, efetuado de maneira forçada e ritmicamente controlada;
• à ventilação pulmonar, exercida de maneira contínua e profunda que, estimulando a progressão do muco dos pulmões à traquéia, melhora a expulsão;
• à contínua inalação de ar quente-úmido que exerce uma ação benéfica e protetora sobre as vias aéreas;
• ao calor da água, que reduz a sensibilidade dos receptores cutâneos e diminui o tônus muscular.
Para avaliar o limiar do processo de desenvolvimento da crise asmática submetem-se os indivíduos a uma prova de esforço padrão, que consiste cru uma corrida livre mantida no mesmo ritmo por 6-8 minutos. Consideram-se, em seguida, os parâmetros funcionais respiratórios, VEM (Volume Expiratório Máximo) e FEP (Fluxo Expiratório de Pico), podendo avaliar se o indivíduo “corre risco” de sofrer uma broncobstrução praticando uma atividade física.
Geralmente, distinguem-se três grupos:
1. indivíduos submetidos a crises de bronquite, mas que podem executar atividade física tranqüilamente e sem limitação;
2. indivíduos que apresentam um broncoespasmo, seja em condição de repouso,
seja em ocasião de atividade física;
3. indivíduos alérgicos, mas não asmáticos, que desenvolvem sintomatologia asmática somente e exclusivamente com o exercício físico.
As melhores posições para se executar os exercícios, além do levantamento de posturas terapêuticas particulares e específicas são:
Em pé, com as pernas semifletidas e as mãos apoiadas sobre os trocânteres, para fixar a cintura escápular e para tornar mais eficaz a interverção dos músculos acessórios da expiração.
Em posição de quadrupedia com os joelhos afastados, cotovelos apoiados no chão e rosto entre as mãos, para não pesar o tórax sobre a coluna vertebral e para facilitar a abertura das costelas
Posição sentada: sentado, com as pernas cruzadas se for lordótico.
2.3 Tratamento
O médico em geral, recomenda uma combinação de antiinflamatórios, antialérgicos e descongestionantes.
2.4 Recomendações
A pessoa asmática deve:
beber grande quantidade de líquidos
fazer exercícios respiratórios, se possível com acompanhamento de fisioterapeutas
só usar "bombinhas" (spray broncodilatadores) sob orientação médica
2.5 A Asma Brônquica Infantil
Distingue-se daquela do adulto, seja pela sua evolução obstinada, seja pela possibilidade de cura espontânea. É típica dos 2-3 anos de idade; às vezes, de 1 ano. Tem um decurso imprevisível: pode persistir por toda a segunda infância e desaparecer por volta dos 7 anos; mais freqüentemente porém, resolve-se na puberdade salvo quando reaparece na idade adulta.
Freqüentemente a crise é semelhante do adulto, mas é precedida por um período de forte irritabilidade do indivíduo. É oportuno prevenir a crise procurando evitar as c desencadeadoras clima quente e seco, ambientes empoeirados, infecções rinofaríngeas, distúrbios intestinais etc.
As conseqüências são as possíveis deformações torácicas que podem determinar o insuficiente desenvolvimento estatural (altura) e ponderal (peso) ou o psíquico. A educação respiratória assim que possível tem condições de prevenir nas crianças asmáticas, a instauração de atitudes posturais não desejadas.
2.6 A importância e os cuidados na prática da atividade física
A melhora da condição física do asmático permite-lhe suportar com mais tranqüilidade os agravos da saúde, pois aumenta sua resistência fornecendo-lhe reservas para enfrentar as crises obstrutivas. A participação regular em programas de atividades físicas, pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho, com menor desconforto e redução de broncoespasmo. A orientação adequada trás ainda uma série de benefícios, entre eles melhora da mecânica respiratória, prevenção e correção alterações posturais, melhora da condição física geral e prevenção de outras complicações pulmonares. Para isso são necessárias orientações quanto ao tipo e intensidade das atividades físicas para se evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício (BIE). O BIE é um fenômeno que atinge a maioria dos asmáticos e é um fator limitante nas atividades físicas e sociais. O BIE tende a aparecer após um esforço em torno de 70 à 80% do VO² máx com duração em média maior que seis minutos. As atividades aeróbias devem ser intervaladas e trabalhadas em limites inferiores a 80% do VO² máx. A administração de broncodilatador aerossol, 15 minutos antes do início da atividade é aconselhada.
Se durante a aula um aluno asmático entrar em BIE, algumas atitudes podem ajudar a tranqüilizar o quadro:
a) diminuir o ritmo da atividade do aluno.
b) estimular a respiração diafragmática com freno labial
c) manter a criança sentada e reclinada para frente ou recostada para trás.
d) utilizar a medicação broncodilatadora.
e) se necessário, utilizar a respiração auxiliada (técnica de auxílio na expiração com o objetivo de mantê-la ventilada). Não substitui a administração do broncodilatador ou socorro médico.
A escala de desconforto respiratório, também auxilia o professor durante a aula, facilitando na percepção de "falta de ar" do aluno durante e após uma atividade. Através da escala, é possível identificar o nível de desconforto respiratório:
As atividades físicas adaptadas por si só, não constituem no tratamento da asma. Não dispensa a medicação, os cuidados com o ambiente e a orientação psicoterápica, pelo contrário, uma criança cuja a doença está mal controlada não é capaz de acompanhar e se beneficiar de um programa de exercícios físicos.
A melhora na condição física do asmático é conseqüência do aumento da sua resistência cárdio-respiratória, o que lhe permite suportar melhor os agravos da saúde, ou seja, fornece-lhe reservas para enfrentar as crises obstrutivas.
A participação regular em programas de atividades físicas, pode aumentar a tolerância ao exercício e a capacidade de trabalho com menor desconforto e broncoespasmo. Aumento de apetite, melhora do sono, diminuição do uso de drogas e sensação de bem estar também são fatores associados à melhora da condição física.
Os estudos concordam que a atividade física pode melhorar a qualidade de vida do asmático. Se por uma lado as atividades físicas são benéficas e tem sido recomendadas, por outro lado podem ser provocadoras de broncoespasmo induzido pelo exercício(BIE). As pesquisas indicam que os exercícios físicos são provocadores de BIE em 80 a 90% dos asmáticos. Há de se compreender que nem todas as atividades físicas provocam esse tipo de reação. O exato mecanismo responsável pelo BIE é incerto, sendo que o resfriamento e ressecamento das vias aéreas na atividade física parecem ser os maiores responsáveis. Determinadas atividades motoras podem ser mais ou menos provocadoras de crises. Para tanto, deve-se observar adaptações nas atividades. As variáveis tipo, intensidade e duração do esforço determinam o aparecimento e a gravidade da resposta obstrutiva.
Outros cuidados devem ser observados:
a) inspiração nasal
b) medida do "peak flow" no início da aula
c) valores inferiores a 20% do previsto para a criança sugerem cuidado
d) explicar a importância e o objetivo de cada exercício desenvolvido em aula,
e) incentivar a realizar em casa para que se torne um hábito de vida.
3. BRONQUITE
É a inflamação das vias respiratórias que levam o ar aos pulmões. É causada por agentes infecciosos (vírus ou bactérias) ou por agentes poluentes do ar. Geralmente ocorre concomitantemente à gripe, sinusite e pode durar até 3 semanas
3.1 Tratamento
Broncodilatadores e antibióticos.
4. ASMA BRÔNQUICA X BRONQUITE
Asma ocorre por um mecanismo inflamatório, ao passo que a Bronquite por mecanismo infeccioso.
5. ALÉRGENOS
Alérgeno é um termo geral usado para descrever algo que causa uma reação alérgica. Os alérgenos são, na verdade, proteínas minúsculas encontradas em certas substâncias. Alguns são transportados pelo ar, como o pólen e os fungos, enquanto outros são encontrados em alimentos, como os mariscos, o amendoim e o leite.
O veneno de um inseto contém alérgenos, assim como algumas plantas, como a hera venenosa. Os alérgenos também existem no ambiente doméstico, sob a forma de ácaros. Só as pessoas com propensão a adquirir hipersensibilidade são afetadas por esses alérgenos.
6. EXERCÍCIOS RESPIRATÓRIOS
Ginástica da respiração em colchonetes:
1- Inspira 8 tempos (com contagem)
Expira 8 tempos;
2- Inspira e expira soltando em “sss”;
3- Inspira e expira soltando em “chchch”;
4- Com paradas (segurando o ar).
Atividades recreativas / lúdicas
1- Assopra bolinha: em duplas ou quartetos, cada um com 1 arco e 1 bolinha de papel. Uma dupla de cada lado tem que fazer a bolinha chegar do lado oposto do arco assoprando;
2- Corrida da bexiga: estafeta (corre, enche até estourar a bexiga e volta para o final da coluna);
3- Corrida da bolinha de papel (com e sem obstáculo); estafeta: vai assoprando a bolinha no chão até um ponto determinado e volta;
4- Corrida da bexiga: estafeta (assoprando a bexiga até um ponto e volta, não pode deixar cair no chão);
Alongamento final com ênfase em respiração.
7. CONCLUSÕES
1) Um programa regular de atividades físicas pode melhorar a mecânica respiratória, tornar mais eficaz a ventilação pulmonar e, portanto, aumentar sua tolerância ao exercício físico e capacidade de trabalho.
2) A reeducação funcional respiratória, associada a um plano de exercícios, tem ação preventiva corretiva sobre as alterações torácicas e posturais.
3) São necessárias orientações quanto ao tipo e intensidade das atividades físicas para se evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício.
8. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
TRIBASTONE, F. Tratado de exercícios corretivos: Aplicados à reeducação motora postural. Barueri: Manole, 2001
PALASTANGA,N.; FIELD, D.; SOAMES,R. Anatomia e movimento humano: estrutura e função. 3 ed. São Paulo: Manole, 2000.
MOORE, K.M.; AGUR, A.M.R. Fundamentos de anatomia clínica. Rio de Janeiro: Guanabara koogan, 1996.
MOISES, M.P. Atividades física e a criança asmática. Brasília: Ministério da Saúde, Ministério da educação e do desporto, 1993.
QUAGLIATO JÚNIOR, R. Como enfrentar a bronquite e a asma. São Paulo: Ícone, 1986.
TEIXEIRA, L. Asma: cooperativa do fitness. Disponível em: http://www.cdof.com.br/asma8.htm. Acesso em: 30/04/2005.
GUALDI, F.R. Asma e os benefícios da atividade física. Disponível: http://www.efdeportes.com/efd72/asma.htm. Acesso em: 30/04/2005.
Plano de aula
PARTE I:
- Ginástica da respiração em colchonetes:
1- Inspira 8 tempos (com contagem)
Expira 8 tempos;
2- Inspira e expira soltando em “sss”;
3- Inspira e expira soltando em “chchch”;
4- Com paradas (segurando o ar).
PARTE II:
- Atividades recreativas / lúdicas
1- Assopra bolinha: em duplas ou quartetos, cada um com 1 arco e 1 bolinha de papel. Uma dupla de cada lado tem que fazer a bolinha chegar do lado oposto do arco assoprando;
2- Corrida da bexiga: estafeta (corre, enche até estourar a bexiga e volta para o final da coluna);
3- Corrida da bolinha de papel (com e sem obstáculo); estafeta: vai assoprando a bolinha no chão até um ponto determinado e volta;
4- Corrida da bexiga: estafeta (assoprando a bexiga até um ponto e volta, não pode deixar cair no chão);
PARTE III:
- Alongamento final com ênfase em respiração.
Objetivo: As finalidades da ginástica respiratória:
- Melhorar a função respiratória de todas as zonas pulmonares;
- Corrigir a expansão total dos pulmões;
- Conscientizar e disciplinar o ato respiratório;
- Promover desobstrução brônquica pela drenagem postural da expectoração.
- Produzir relaxamento;
- Potenciar a cinética diafragmática, tendo como conseqüência uma melhor respiração;
- Prevenir e corrigir as alterações do esqueleto e dos músculos;
- Ganhar autoconfiança.
ASMA BRÔNQUICA
Autor: Carlos Eduardo Bernabé.
Co-autores: Bruno César, Diego Lopes, José Bruno, José Rubens, Leandro Caldini, Rosemayre, Carlos Eduardo Dias Ruesch.
Orientador: Professora Érica Verderi
A respiração é um processo fisiológico pelo qual o organismo vivos inalam oxigênio dom meio circulante e soltam dióxido de carbono. O termo asma indica uma disfunção do aparelho respiratório, que reduz a entrada de oxigênio no organismo. A causa da asma brônquica pode ser de natureza diversa: neurose do aparelho pulmonar, alérgicos, morfológica ou endócrina, infecciosa ou psicoafetiva. A asma pode ser provocada por vários estímulos como pólen, poeiras, remédios e outros em indivíduos com pré-disposição genética e constitucional. A crise chega inesperadamente nas horas noturnas, o individuo agita-se desordenadamente a procura de uma posição que favoreça a expiração, contraído a inspiração e fácil de executar, a expiração ao contrario é lenta e cansativa. O tratamento medico consiste na administração de broncodilatadores, o que implica o risco de dependência, aumenta o trabalho cardíaco e não elimina a causa. O tratamento cinesiologico consegue trazer o individuo ao estado normal ou quase, porém, a execução da criança na atividade física produz efeitos negativos física e psicologicamente. A natação é recomendada por melhorar a atividade respiratória devido ao continuo exercício respiratório, ventilação pulmonar, inalação de ar quente-úmido. As recomendações para as pessoas asmáticas é beber muita água, fazer exercícios respiratórios, só usar o spray sob orientação medica. A asma brônquica infantil distingue-se da do adulto pela sua evolução obstinada e possibilidade de cura espontânea, as conseqüências possíveis são deformações torácicas que podem determinar o desenvolvimento estrutural. A participação regular em programa de atividade física trás uma serie de benefícios com a melhora da mecânica respiratória, prevenção e correção de alterações posturais, melhora da condição física geral e prevenção de outras complicações pulmonares. Para isso são necessárias orientações quanto ao tipo e a intensidade das atividades físicas para se evitar o broncoespasmo induzido pelo exercício. |